-
13
jul -



Looking Glass, Compiz Fusion e Beryl VS Windows Vista Aero - Com 1 comentário
Hoje na proc me apareceram com 2 “lançamentos”. O compiz fusion em sua última versão e a versão 1.0 do Looking Glass da SUN. O compiz eu ja usava a um tempo, e particulamente, gostava muito. Alguns recursos são totalmente dispensáveis mas outros realmente melhoram o ambiente de trabalho. O Looking Glass eu ja tinha ouvido falar no seu lançamento em 2003 ou 2004 ou quem sabe depois, não me lembro. Já havia tentado rodar o looking glass mas sem sucesso. Hoje instalei os 2 (Compiz Fusion 1.0 e LG3D) para ver do que os 2 são capazes.
O Compiz Fusion 1.0 não muda muito do antigo compiz, apenas acrescentou algumas novas funções interessantes como agrupar janelas que eu ainda não havia experimentado. Me agradou muito pela sua estabilidade, e funcionou normalmente em uma máquina sem muitos recursos, apenas com uma placa 3D (Geforce MX 4000) e alguma memória (512 RAM). Lisinho, sem travar e sem nenhuma perda no fps (frames per second / quadros por segundo), e que provavelmente rodará sem problemas em um hardware inferior. Bacana para quem ainda não tem uma máquina potente para rodar o novo Windows Vista com Aero (que implenta recursos 3D).
O Looking Glass, lançado a alguns anos atrás, agora aperfeiçoado e BEM mais estável também agradou, mas por ser uma projeto conceito, ao meu ver, ainda não satisfaz as necessidades de um usuário final. A diferença é que o conceito do Looking Glass é um desktop TOTALMENTE 3D com aplicativos TOTALMENTE 3D, e isso acaba “incomodando” na hora de usar. Como conceito é excelente pois apresenta novidades incríveis que ultrapassaram a minha imaginação do que seria um desktop 3D. Por outro lado os detalhes e a dificuldade de manipulação das janelas incomodaram um pouco. O domínio requer prática, que só é alcançada perante muito uso, mas nada muito difícil, depois de alguns minutos eu já consegui me acostumar com o ambiente e inclusive entender como funciona alguns atalhos.
Os aplicativos “embalados” no pacote são realmente interessantes, e mostram como funcionaria um desktop REALMENTE 3D. Os papéis de parede são surpreendentes e nos faz sentir dentro do ambiente com movimentos suaves que acompanham as suas ações. O lance de todas as janelas se tornarem um “notepad” na sua parte de trás também agradou e ainda por cima é mais um elemento que provavelmente será útil nas próximas gerações de ambientes de trabalho. Há ainda a opção de se “jogar” as janelas ao lado, acessando-as facilmente com um clique, que pode agradar a alguns ou limitar a área de outros. O player de música lembra muito a inteface do sistema recém lançado no iPhone com catálogos de albuns que podem ser “rodados” com um simples clique, e que foi apresentado, enfatizando, a anos atrás.
Concluindo, o LG3D realmente provou o que foi dito em sua apresentação a anos atrás, dizendo que a tecnologia existe, e que só basta que as grandes empresas tenham consideração e os forneça para seus usuários. Revolucionário.
Para quem não conhece aqui um exemplo de um vídeo do LG3D em operação no Ubuntu.
Detalhe: a instalação é EXTREMAMENTE simples e não me deu NENHUMA dor de cabeça.
Se interessou? Para Ubuntu x86
Baixe:
http://download.java.net/lg3d/releases/1.0/lg3d-core_1.0.0_i686.deb
http://download.java.net/lg3d/releases/1.0/lg3d_jdk1.6.0_i686.deb
http://download.java.net/lg3d/releases/1.0/lg3d_java3d_1.5.0_i686.deb
e depois:
sudo dpkg -i lg3d_jdk*.deb lg3d_java3d*.deb lg3d-core*.deb
Ele estará automaticamente no seu gerenciador de sessões.
Para outras plataformas (como amd64) acesse:
https://lg3d-core.dev.java.net/binary-builds.html
Já o Compiz Fusion, comparado ao LG3D se torna um ambiente quase que estático. A idéia de transformar o ambiente em um cubo é muito boa, mas esse cubo possue faces estáticas, ao contrário do LG3D. Por outro lado, a funcionalidade se torna mais adaptativa, fazendo com que o usuário se torne mais familiarizado com o ambiente. Além disso, o ambiente é mais leve e suave por exigir, provavelmente menos hardware. A grande opção de plugins que podem ser instalados, me fez perder bastante tempo, não com problemas, mas sim descobrindo novas maneiras de “enfeitar” um desktop. Há ainda efeitos que deveriam ser mandatório em qualquer sistema como um altenador de janelas que realmente MOSTRA as janelas e o que está sendo executado nelas. Uma amostra de todos os ambientes de trabalho de uma só vez para que se possa ver quais aplicativos estão rodando em todas os ambientes de uma só vez, entre outros recursos.
Se interessou? Passo-a-passo de como instalar o compiz no ubuntu
Quanto ao windows vista com Aero ainda não tive a oportunidade de experimentar, mas aparentemente possui grandes avanços e nos inicia em uma nova era de desktops 3D. Porém seus atrativos são “repetecos” de recursos que já existem a muito tempo nesses 2 outros ambientes, como janelas deslizantes e transparentes e mais uma vez mostrando uma “tendência” um altenador de janelas (leia-se ALT+TAB) que mostra os aplicativos, que é um recurso que pode ser usando no windows XP com a instalação de um Toytool mas ainda com bugs.
Ou seja, essas novas tecnologias nos mostram o que temos, e o que está por vir, e com certeza trará benefícios ao usuário que poderá escolher em qual tipo de ambiente se adequada melhor, e em qual se adequará. Basta a você decidir. Aqui um videozinho provavelmente feito por defensores do compiz de uma comparação entre Windows Vista e Beryl (Que se juntou ao compiz para desenvolver o Compiz Fusion). (Detalhe que o compiz possui hoje muito mais recursos do que os apresentados, e talvez o Windows Vista também).
EMHU (Em Minha Humilde Opinião)




1 comentário
¬ cenourinha
13 de agosto de 2007 às 14:25
Obrigado por visitar o WebTuga.com, volte sempre…